César Mota, 42,
é diretor da Netkids Tecnologia.
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Não Lê Por Quê?

Desdém do presidente pela leitura, que não se justifica pelas origens humildes, presta um desserviço ao Brasil.

RENATO MEZAN
COLUNISTA DA FOLHA

Uma frase dita pelo presidente Lula em sua entrevista à revista "Piauí" deste mês vem dando o que falar: não é por falta de tempo que não lê blogs, sites, jornais ou revistas, mas porque tem "problema de azia". A observação provocou reações de jornalistas e colunistas, e é provável que tenha causado mal-estar na comunidade acadêmica, assim como entre os brasileiros com maior nível cultural.

Nenhuma ideia pode ser examinada sem referência ao seu contexto. O presidente não estava falando das virtudes ou malefícios da leitura em geral, mas apenas do efeito que tem sobre ele o noticiário, em especial o político; assim, seria descabido inferir do que disse uma suposta opinião negativa da sua parte sobre o ato ou o costume de ler.

Contudo, nos parágrafos seguintes à declaração -que também delimitam o contexto dela-, fala do seu lazer: ora, se deste fazem parte "pescar, jogar cartas, conversar", brilha pela ausência qualquer menção à leitura de livros e, igualmente, a qualquer outra atividade cultural. Dirá o leitor que isso se deve à sua origem humilde? Além de ser uma generalização indevida, tal explicação deixa de lado o fato de que muitas pessoas nada abonadas frequentam shows, veem filmes de apelo popular, visitam exposições divulgadas pela mídia ou vão ouvir música erudita, quando essas coisas são oferecidas a preços que cabem no seu bolso ou mesmo gratuitamente.

Horas na fila que o diga quem esperou horas para entrar na exposição de Rodin, espremeu-se nas filas de "Dois Filhos de Francisco" e "Tropa de Elite" ou se dispõe a enfrentar a multidão que acorre ao parque Ibirapuera para ouvir as orquestras estrangeiras que de vez em quando se apresentam no parque.

Atenhamo-nos, porém, ao capítulo livros. É certo que alguém pode se informar pela televisão ou por resumos preparados por assessores sobre assuntos de interesse dos seus chefes -metade da matéria da revista é dedicada a Clara Ant, que faz esse trabalho para o presidente. Mas nem briefings nem meios eletrônicos podem substituir o livro, e isso por ao menos duas razões. A primeira é que ver imagens ou ouvir alguém falando põe em jogo capacidades psíquicas diferentes das requeridas para lidar com um texto longo.

Além de concentração muito maior, a extensão de um livro comum torna impossível apreender seu conteúdo de uma única vez. O hábito de ler favorece portanto a retenção de dados e treina a memória para reconhecer e acessar, entre seus inúmeros arquivos, aqueles que permitem estabelecer continuidade entre o que se leu antes e o que se está lendo agora. A segunda é que, como contém num volume reduzido um enorme número de informações, o livro possibilita, no trato dos seus temas, uma abrangência que nenhum artigo ou vídeo pode igualar. É o espaço do debate entre ideias complexas, do relato minucioso, da descrição precisa do que o autor julga importante comunicar. Isso permite o trânsito entre níveis diferentes de abstração, entre o detalhe e o quadro do qual faz parte, entre os elementos isolados e a síntese que lhes dá sentido.

Um mau modelo. Mas não é por essas qualidades dos livros que lamento a ausência deles no cotidiano de Lula. É porque, com a influência que têm suas palavras e atitudes, o fato de não demonstrar o menor interesse pela palavra impressa transmite uma mensagem nefasta a quem nele confia e nele se espelha. Todos sabem que é um excelente comunicador: se insistisse na importância dos livros, se utilizasse em suas falas exemplos e referências tirados do que leu, podemos estar certos de que isso teria efeito benéfico sobre os milhões de brasileiros que passam anos, ou a vida inteira, sem jamais segurar nas mãos um volume, quanto mais abri-lo e se inteirar do que ele contém.

O presidente já disse muitas vezes que não ter estudado não o impediu de chegar aonde chegou. Eis outra frase infeliz: não é porque teve parca instrução formal, mas apesar dessa falta, que obteve seus sucessos. Ao mencioná-la como se fosse algo positivo, contribui -mesmo que não seja essa a sua intenção- para desprestigiar ainda mais tudo o que está ligado à educação. A situação calamitosa do ensino no Brasil em nada melhora quando o modelo identificatório que o presidente Lula representa para tanta gente sugere nas entrelinhas que estudar não é necessário.

Essa atitude blasée, ao contrário, me parece particularmente perniciosa para os jovens, muitos dos quais, por razões que não cabe aqui explicitar, têm atualmente pela leitura uma aversão que beira a fobia. O que está em jogo aqui não é a visão utilitária segundo a qual o estudo é o caminho da ascensão social, mas a importância dele (e da leitura) para criar cidadãos menos permeáveis à manipulação pelos órgãos de informação, da qual o próprio presidente se queixa na entrevista.

Diz Lula que é admirador de Barack Obama e crítico contundente de George W. Bush. No entanto o descaso com os livros e com o que eles significam o aproxima deste, e não daquele. Uma das pérolas proferidas pelo texano foi endereçada aos estudantes da universidade em que se formou (Yale) e na qual teve desempenho medíocre: "Vocês, alunos que tiram C, também podem pretender ser presidentes dos EUA". Em contraste, Obama -que em seus tempos de Harvard dirigiu a revista da Faculdade de Direito- tem o maior respeito pelos livros, graças aos quais pôde adquirir uma sólida base intelectual para suas convicções progressistas.

Só carisma não resolve sem a frequentação deles, não teria podido citar em seu discurso de posse a Bíblia e palavras de George Washington, não saberia se servir das alusões e metáforas que abrilhantaram sua fala nem demonstraria o seguro conhecimento da história do seu país, assim como da situação de povos estrangeiros, que evidentemente possui. É certo que sem seu carisma e sem a habilidade retórica que soube desenvolver nada disso teria produzido o entusiasmo que se viu, mas também seria tolo negar que a qualidade literária e a construção caprichada do discurso têm algo a ver com o efeito que teve mundo afora. E não se objete que foi redigido por assessores: no dia seguinte, os jornais davam conta de que foi o próprio Obama quem estabeleceu o roteiro básico e deu ao texto a última demão de tinta.

Lula não é o tabaréu que alguns pretendem (o jornalista Mario Sergio Conti, a quem ele concedeu a entrevista, diz que o site da revista "Veja" na internet o mima frequentemente com o epíteto de apedeuta, que significa ignorante). Mas é certo que, se tivesse um pouco mais de apreço pela letra de forma, evitaria meter-se em algumas situações constrangedoras e faria um grande bem ao povo "deste país".

RENATO MEZAN é psicanalista e professor titular da Pontifícia Universidade Católica de SP. Escreve na seção "Autores", do Mais! .

Texto publicado na Folha de São Paulo, edição 25.jan.2009.
Na internet:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2501200904.htm



Escrito por César Mota às 22h03
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A Tecnologia e o Caos



Escrito por César Mota às 19h18
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Faculdades dão Aulas de Reforço para Calouros

Deu na Folha de São Paulo*

Em matemática, os estudantes aprendem a fazer contas básicas com frações, porcentagens, proporções e regras de três. Em língua portuguesa, as lições são sobre os acentos, sobre o plural e a grafia correta das palavras.

Temas tão elementares como os listados acima, antes restritos à programação dos colégios, agora aparecem na grade curricular de faculdades e universidades particulares do país.
As instituições decidiram oferecer aulas de reforço depois de perceber que um número considerável de seus alunos sofre para acompanhar cursos de direito, letras, administração, engenharia. Mesmo tendo passado no vestibular e alcançado a educação superior, muitos deles estão despreparados. Às vezes, nem sequer dominam o bê-á-bá.

"Os alunos são cada vez mais limitados. Não conseguem seguir o curso, vão ficando para trás. Precisamos ajudá-los de alguma forma. Como um aluno de engenharia vai ser aprovado em cálculo se não sabe o básico do básico da matemática?", argumenta o professor Antonio Sylvio Vieira de Oliveira, que coordena as aulas de reforço de matemática da UnG (Universidade Guarulhos).

Na Grande São Paulo, também têm reforço os estudantes da Uniban (Universidade Bandeirante), da Uni Sant'Anna (Centro Universitário Sant'Anna) e da faculdade Alfacastelo. No Rio, a tendência é seguida por instituições como a UniverCidade (Centro Universitário da Cidade).

Os universitários com as maiores deficiências vieram das escolas públicas. A qualidade da rede de educação do governo é muito inferior à dos colégios particulares, como mostram as avaliações feitas regularmente pelo próprio Ministério da Educação. Soma-se a isso o fato de parte das escolas públicas adotar a chamada progressão continuada. Por esse sistema, adotado pelas escolas do Estado e do município de São Paulo, as crianças e os adolescentes são aprovados automaticamente no fim do ano, mesmo que não tenham aprendido os conteúdos ensinados ao longo do ano.

Sem pé nem cabeça
Os professores universitários não ficam assustados com o nível dos calouros? "Eu não diria assustado, porque já estou acostumado com isso", responde o professor Yutaka Torritani, que dá aulas de matemática financeira no curso de administração de empresas da faculdade Alfacastelo, em Barueri (Grande São Paulo). "Mas fico pensativo, imaginando como está o sistema educacional lá atrás. Como pode uma pessoa chegar à universidade e não saber certas coisas?"

O professor da área de educação José Luís Simões, que hoje coordena os cursos de licenciatura da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), diz que não sente saudades dos três anos em que trabalhou em faculdades particulares de São Paulo. O sofrimento maior, de acordo com ele, era corrigir as provas escritas.
"Eu via "braço" escrito com s, "convicção" com x, "muito" com m no meio. Os caras emendavam "em frente" numa palavra só. De 20% a 30% das respostas não tinham pé nem cabeça. O aluno não sabe pôr uma idéia no papel. Eu começava a ler e pensava: "Meu Deus, o que eu vou fazer com ele?'", exemplifica Simões. "Claro que aqui, numa universidade federal, você também encontra coisas bizarras, mas é um percentual reduzido, porque o vestibular é mais rigoroso."

Revisão
Também precisam recorrer às aulas de reforço os estudantes mais velhos. São pessoas que decidiram cursar uma faculdade anos depois de terem terminado o ensino médio. É inevitável que os conteúdos escolares, mesmo os elementares, sejam apagados da memória com o tempo.

De acordo com dados do Ministério da Educação, 44% dos novos universitários têm mais de 25 anos de idade.
As aulas de reforço de português e matemática são, de maneira geral, gratuitas e oferecidas fora do horário das aulas regulares. Às vezes o aluno vai ao reforço por decisão própria, às vezes a pedido do professor, que não gosta de perder tempo de aula fazendo revisão de temas primários.

Em certos casos, como no curso de letras da Universidade Guarulhos, o reforço é obrigatório e vale nota no boletim. Para os estudantes dos demais cursos da instituição, as aulas extras são opcionais.
"Centramos no curso de letras porque é de lá que saem os futuros professores das nossas crianças", explica Mayra Elza Leffi, diretora do curso de letras da UnG. "Entende a gravidade? Não podemos continuar tendo professor com problema de ortografia."

(*) Reportagem de Ricardo Westin, publicada na FSP, edição de 24.08.2008.
 Na Internet (para assinantes), clique aqui. Itálicos acrescentados.



Escrito por César Mota às 16h01
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Os Mesmos Males de Sempre

Deu na Nova Escola

O pedido era simples. Que a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo apontasse uma escola referência no uso dos computadores no Ensino Fundamental. A resposta demorou, mas chegou. Só que não trouxe apenas um endereço, um telefone e o nome de um diretor. Funcionou também como uma fotografia do difícil quadro em que se encontra a inserção dessa tecnologia no trabalho do professor. A sugerida E.E. D. Cirene Laerte, no Jaçanã, na capital, apesar de ser o "cartão de visitas do governo", está longe de ser um exemplo.

"Não usamos o laboratório de Informática há pelo menos dois anos. A maioria dos professores não tem familiaridade com o equipamento, nem sabe como fazer um projeto didático para uso dos PC’s. Isso sem mencionar que são 12 máquinas para turmas que têm pelo menos 40 alunos, sem manutenção nem auxílio técnico. O professor tem de fazer tudo, de pensar na aula a ligar cada computador", contou uma professora da unidade.

Já o diretor da escola, Edílson Henrique Marques, reclama da falta de orientação. "Faz muita falta um professor específico para coordenar o uso dos computadores, tanto na parte técnica quanto na pedagógica. Na prática, os educadores ficam com receio de usar o equipamento e não levam seus alunos ao laboratório. Só aqueles que já têm familiaridade com a informática se sentem mais à vontade. Na manutenção, não temos recursos próprios e ficamos na dependência da diretoria de ensino ou da boa vontade da comunidade local", diz.

A titular da pasta da Educação em São Paulo, Maria Helena Guimarães, afirmou recentemente que 97% das 5.500 escolas da rede paulista possuem laboratórios de Informática e 80% têm obertura de internet banda larga. "Mas as salas de informática ficam sem manutenção. Eu mesma visitei a Escola Estadual Carrãozinho 3 (na zona leste paulistana) e encontrei pilhas de computadores parados porque não havia quem os instalasse", contou ela, que já anunciou mudanças na gestão, além do lançamento do programa Acessa Escola, que promete ser uma inovação no setor.

Mas os diagnósticos de que a estrutura vai mal são vários. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) realizou um levantamento entre abril e maio nas escolas com melhores e piores médias no Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp), criado pela rede estadual para definir metas de qualidade. Segundo dados obtidos com exclusividade por NOVA ESCOLA ON-LINE, dos diretores da 379 unidades com pior índice, 12% afirmaram que os laboratórios de informática não estavam funcionando.

Uma análise da Fundação para Desenvolvimento da Educação (FDE), instituição ligada à Secretaria Estadual de Educação e responsável pela infra-estrutura das escolas paulistas, aponta que dos cerca de 75 mil computadores utilizados pela rede pública, 10 mil apresentam problemas de funcionamento de diversas ordens.

"Nos últimos anos, não havia centralização nem um sistema de manutenção dos computadores. Tudo ficava a cargo de cada uma das 90 diretorias de ensino, que tinham de dar conta de suas escolas. O resultado eram 30 a 50 contratos com empresas diferentes para dar suporte técnico aos laboratórios. Era impossível controlar a qualidade desse serviço", admite Fábio Bonini de Lima, presidente do FDE.

Segundo ele, tampouco existia organização para a compra dos computadores. "As aquisições eram feitas a golfadas, quando havia verba. Eram adquiridos computadores de até quatro fornecedores diferentes", afirma. Como cada fabricante oferece uma garantia diferente, quando os computadores quebram é preciso identificar a procedência para depois iniciar o processo de atendimento.

Outra complicação eram as máquinas enviadas às escolas pelo Ministério da Educação e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). "Os computadores chegavam, mas o MEC não se encarregava da instalação. Assim, muitas vezes eles acabavam empilhados", explica Lima.


Fonte: Nova Escola - ed. jul/08 - Grifos acrescentados.



Escrito por César Mota às 01h01
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Geração Google

Deu na Folha de São Paulo:

Geração Google, Net Generation, Nativos Digitais - há muitos nomes para quem não se lembra do mundo pré-internet. Mas, apesar do sucesso do rótulo, a idéia de que a Geração Google tem facilidades especiais para lidar com a informação virtual não passa de mito.

É o que afirma o estudo "Comportamento Informativo do Pesquisador do Futuro", liderado por Ian Rowlands, da University College de Londres. De acordo com ele, o uso da internet é superficial, promíscuo e rápido, e respostas com pouca credibilidade encontradas por ferramentas de busca como Google ou Yahoo prevalecem. "Acadêmicos mais jovens não estão usando conteúdo de bibliotecas de uma maneira séria. Usam o Google, porque é mais conveniente. Isso vai limitar seus horizonte de pesquisa", afirmou Rowlands à Folha, por telefone, de Londres.

A pesquisa define como Geração Google os nascidos depois de 1993. Ela foi feita pela revisão de estudos já publicados sobre mecanismos de busca e análise de informação, associando-os com dados sobre como o público usa hoje sites como o da Biblioteca Britânica.

Rowlands afirma que ficou rapidamente claro que não é possível generalizar as crenças sobre habilidades da Geração Google. Até a idéia de que jovens gastam mais tempo on-line do que os mais velhos foi relativizada. Mas foram detectadas tendências preocupantes. "A sociedade está emburrecendo", diz o estudo. "Passam os olhos por títulos, índices e resumos vorazmente, sem leitura real". E o comportamento ultrapassa a barreira da idade. "Até professores, que supostamente teriam meios mais sofisticados para buscar e analisar informações, mostram as mesmas tendências", afirma o pesquisador.

O estudo vê uma possível ameaça às bibliotecas. "Meu instituto gasta uns US$ 4 milhões por ano em publicações acadêmicas, mas os alunos preferem ferramentas simplistas. É frustrante", diz Rowlands.

Na era da enciclopédia
No Brasil, acadêmicos ouvidos pela Folha divergem sobre as conclusões da pesquisa. Para Renato Rocha Souza, do Departamento de Organização e Tratamento da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais, é mesmo problemática a primazia do Google em atividades acadêmicas. "A arquitetura dessa ferramenta privilegia páginas mais citadas na internet, e essa relevância nem sempre é real", diz. Para ele, "alunos não sabem distinguir um site de artigos acadêmicos do "blogue do joãozinho'". "E não têm pudor em citá-lo. Falta juízo de valor."

Contudo, ele não acha que a tendência tenha surgido com a internet. "Não era tão diferente quando pesquisávamos nas enciclopédias. O que mudou foi a oferta de informação", afirma. Já Aldo Barreto, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, discorda de Rowlands. "Nunca foi feita tanta pesquisa e de tão boa qualidade quanto atualmente, graças à internet , afirmou à Folha, do Rio de Janeiro. Para Lawrence Shum, especialista em mídias digitais da PUC de São Paulo, "a internet tem problemas, mas está no caminho da auto-regulação".

E muitos vêem vantagens na busca pelo Google. Segundo Carlos Frederico D'Andrea, coordenador do Laboratório de Comunicação Digital do Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte, "a biblioteca dá a ilusão de que o conhecimento está todo ali e é inquestionável". "Na internet, o resultado é sabidamente instável e não vai ser usado cegamente. Mas é preciso treino adequado."

Na Internet:  Folha de São Paulo, ed. 09.fev.2008 (para assinantes) - por Andrea Murta. Itálico e grifo acrescentados.



Escrito por César Mota às 18h44
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As Coisas Vão 'Estar Mudando'

Paciência e crença em dias melhores parecem surtir efeito. Ao que tudo indica, o mal uso do gerúndio está com os dias contados. É o que nos promete a Associação Brasileira de Telesserviço. Comprove:


                               Fonte: JN - Rede Globo



Escrito por César Mota às 21h29
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Caloura aos 90 Anos de Idade

Se você acha que a sua idade é empecilho à sua formação acadêmica, veja o exemplo de Dona Elisa de Castro Tito:



Escrito por César Mota às 23h28
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Ela Gabaritou o ENEM

Reportagem da Época - edição 498, para assinantes:

"Cerca de 10.200 jovens entram no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no domingo dia 2 de dezembro para uma tarefa árdua: competir por uma das 320 vagas oferecidas no vestibular do curso de Medicina. É um dos mais concorridos do país. A preocupação de grande parte desses candidatos não se deve apenas à feroz concorrência. Eles vêm de famílias que não têm condições financeiras para pagar as altas mensalidades das escolas médicas privadas. Por isso, ingressar na universidade pública é a única oportunidade de realizarem o sonho de se tornar médicos. 

Até a última quarta-feira, a estudante mineira Luisa Lima Castro, de 18 anos, era um desses casos. Deixou de ser tão logo foi informada por um representante do Ministério da Educação (MEC) do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. Luisa alcançou o primeiro lugar geral no exame, com um impressionante aproveitamento de 100% tanto na prova objetiva quanto na de redação."

Para download do artigo, clique aqui. Na internet, aqui.

Escrito por César Mota às 22h32
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Professor, Profissional do Encantamento

"Em seu interior, ser professor hoje, não é nem mais fácil nem mais difícil do que era há alguns tempos atrás. É diferente. Diante dos novos paradigmas, novos desafios há a necessidade cada vez maior em se reavaliar a prática pedagógica e a atitude do profissional da educação. As imagens do mestre, consideravam o professor como um herdeiro do escrivão (scriba). O professor, também foi caracterizado como o legatário do monge.

Um professor é sempre mestre de algo bastante especial. Ninguém é professor de tudo. O professor de tudo é professor de nada, assim sendo, não é professor, não é um bom professor. O bom professor, conseqüentemente, é aquele que é capaz de se responsabilizar por determinada disciplina.

É necessário, pois, que o professor esteja sempre interagindo com o que se passa no mundo e se mantenha atualizado em relação às inovações da sociedade, da cultura, da ciência, da política e da essência de vida. Para isso o professor precisa buscar definição para o que faz e propiciar novos sentidos para o fazer dos seus alunos. Procurando essa postura, deixará de ser um "lecionador" para ser um organizador do conhecimento e da aprendizagem.

O professor, ao buscar novos caminhos como organizador do conhecimento e da aprendizagem passa a ser um aprendiz permanente, um construtor do saber, buscando sempre planejar, organizar o currículo, pesquisar, estabelecer estratégias para resolver problemas, adotando a pedagogia problematizadora.

É sabido que, nas tentativas e tropeços um professor aprende, pois conseguindo vitórias e tolerando fracassos, é que se adquire um saber por experiência. Esta é a chave para se ensinar com arte, com lógica, e com prazer. Experiência de vida e experiência de trabalho. A arte de ensinar está em saber ensinar o fundamental (utilizando a pedagogia do afeto), e ao fazer com dedicação, de uma maneira inesquecível, interagindo, dialogando, chega-se às experiências transformadoras. Ao distinguir o sujeito do conhecimento, reconstrói o que conhece. Devemos ter em mente que quem dá significado ao que aprendemos é o contexto. Aprende-se o que é significativo para o plano de vida da pessoa.

A postura do novo professor faz com que ele se transforme em um profissional do encantamento, e ao dominar a arte de reencantar, abre os olhos dos educandos para a capacidade de envolver-se e mudar.

A educação, para ser transformadora e emancipatória, precisa estar centrada na vida. Ao reconhecer o aluno como sujeito de sua aprendizagem, interagimos e estabelecemos uma relação afirmativa. Essa afirmação do homem como sujeito de sua própria história, comprova que ninguém se realiza sozinho, nós nos realizamos no encontro e nas interações, e descobrimos novas formas de encantamentos e reencantamentos nas novas experiências."

Ref: Moacir Gadotti, Ensinar-e-aprender com sentido.

Amelia Hamze
Educadora
Profª UNIFEB/CETEC e FISO - Barretos

Nota: Para acessar o artigo originariamente publicado na internet, clique aqui.



Escrito por César Mota às 12h18
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As Piores Escolas do Brasil

Conheça as condições pelas quais passam milhares de crianças brasileiras, que vão a lugares chamados de "escolas", em busca de aprendizagem:

Fonte: Fantástico - Rede Globo



Escrito por César Mota às 15h42
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Lousas Digitais em Escolas Públicas

Três mil lousas digitais foram importadas do Canadá e estão sendo utilizadas em escolas públicas do interior de São Paulo. Assista à reportagem exibida no Jornal Hoje, edição de 29.out.07:



Escrito por César Mota às 16h03
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Segredos da Arte de Ensinar

                                                                    Download

Fonte: Globo Online 



Escrito por César Mota às 11h18
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Escrever Bem

Dicas do Prof. Sérgio Nogueira sobre o uso adequado das palavras, em textos da língua escrita. 

Fonte: Globo Online



Escrito por César Mota às 11h03
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Graças a Deus - e não a Darwin

A educação adventista foi objeto de ampla reportagem na revista Veja, edição 2025, nas bancas em 08.set.07, com o título "Graças a Deus - e não a Darwin". Ainda na chamada para a reportagem, a revista destaca: "As escolas adventistas aparecem entre as melhores do país, mas ainda sobrepõem o criacionismo à teoria da evolução". 
Faça o download da reportagem, em formato PDF, clicando no link: educação adventista.



Escrito por César Mota às 18h18
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Compulsão pela Internet

Reportagem da Folha de São Paulo, publicada no sítio do Aprendiz: 

"O vício em internet, assim como muitos outros vícios chamados de dependências comportamentais, podem causar danos físicos e emocionais ao portador do problema. Entre os sintomas físicos, estão incluídos a taquicardia, a sudorese, a secura da boca e as tremedeiras. A longo prazo, a longevidade diante do computador ainda resulta em problemas como comprometimento da postura, lesões por esforço repetitivo, como tendinite, obesidade ou subnutrição, devido a má alimentação, e deformidade na visão, atacada pela luminosidade do monitor.

Do lado psíquico, a incapacidade de concentração, a angústia por estar longe de um computador e o sentimento de impotência estão entre os problemas apresentados. Todas estas características comprometem o indivíduo de diversas formas, como baixo rendimento escolar e profissional, e o sono, por passar madrugadas diante do computador".

O Fantástico, da Rede Globo, também abordando o assunto, exibiu:



"A doentia fixação pela rede foi diagnosticada como "distúrbio de adição à internet", e estima-se que entre 6% a 10% dos aproximadamente 189 milhões de americanos usuários de computador padecem do mal.

Também chamado e "internet-dependência" e "internet-compulsão", esse vício é verificado através de um comportamento de uso da internet que afeta a vida normal, causando estresse severo e afetando o relacionamento familiar, social e profissional. Uma pessoa que passa horas do dia em frente ao computador navegando na internet, enviando mensagens eletrônicas, negociando ações ou jogando pode ser considerada doente e, por isso, precisa de ajuda, segundo especialistas".

Há poucos dias, li na revista Época o seguinte teste sobre o assunto:

Responda, com absoluta sinceridade, às dez perguntas abaixo relacionadas:

1 - Alguma vez você deixou de trabalhar ou ir à escola para jogar?
2 - O jogo está fazendo sua vida infeliz?
3 - O jogo está afetando sua reputação?
4 - Você joga até o último centavo?
5 - Alguma vez você mentiu, roubou ou pediu dinheiro emprestado para jogar?
6 - Você se recusa a utilizar dinheiro ganho em jogo em gastos normais?
7 - Quando você perde, sente que deve voltar e recuperar o que gastou?
8 - O jogo é mais importante que a escola ou o trabalho?
9 - O jogo lhe causa dificuldades para dormir?
10 - Você já pensou em suicídio como uma maneira para resolver seus problemas com o jogo?

Se você respondeu "SIM" a pelo menos uma das perguntas acima, busque a ajuda de seus familiares ou a de um médico especializado.



Escrito por César Mota às 20h49
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